Se você opera day trade — seja WIN, WDO, ações ou opções — e ainda não sabe exatamente como isso é tributado, este artigo resume o que você precisa saber. Não substitui um contador, mas te dá a base pra não errar.
A regra central: 20% sobre o lucro líquido mensal, sem isenção
Day trade tem tributação diferente de operação comum (swing trade). Enquanto vendas de ações até R$20 mil/mês têm isenção nas operações comuns, day trade não tem isenção nenhuma — a alíquota de 20% incide sobre qualquer lucro líquido mensal, independente do volume negociado.
Isso vale pra qualquer instrumento: ações, minicontratos (WIN, WDO), opções. A diferença fica só no cálculo do lucro em si — em minicontratos, vem do ajuste diário (diferença de pontos); em ações, da diferença entre compra e venda. No fim, tudo entra no mesmo bolo mensal de day trade.
O IRRF de 1% — o "dedo-duro"
A corretora retém automaticamente 1% do lucro em cada operação de day trade, como antecipação do imposto (por isso o apelido). Esse valor não é o imposto final — ele é abatido do que você deve pagar via DARF no fim do mês.
Exemplo: se o DARF do mês desse R$300, e a corretora já reteve R$20 de IRRF ao longo do mês, o valor a pagar fica R$280.
Como funciona o pagamento — DARF mensal
A apuração é mensal: soma-se o resultado de todas as operações de day trade do mês. Se houver lucro líquido (já descontadas taxas e custos), há imposto a pagar. Se houver prejuízo, não há imposto naquele mês — e esse prejuízo pode ser usado pra abater lucros de meses seguintes.
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Conheça o TraderBI — é grátis →O pagamento é feito via DARF, código de receita 6015, até o último dia útil do mês seguinte ao das operações. Atraso gera multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do valor do imposto, mais juros.
Declaração anual — onde entra cada coisa
Além do pagamento mensal via DARF, existe a declaração anual do Imposto de Renda, onde os resultados de cada mês são consolidados na ficha Renda Variável → Operações Comuns/Day Trade. O IRRF retido na fonte entra na ficha "Imposto Pago/Retido".
Por que o controle mensal organizado faz diferença
Apurar corretamente o resultado — somando meses, incluindo taxas, compensando prejuízos — é o que garante pagar o valor certo e não cair na malha fina. Isso exige ter o resultado de cada operação organizado por mês, não só o saldo final da corretora.
É exatamente esse tipo de dado que um diário de trades estruturado mantém organizado: resultado por dia, por mês, com histórico completo pra cruzar com o informe de rendimentos da corretora na hora de declarar.
Importante: este conteúdo é informativo, não é orientação contábil personalizada. Pra sua situação específica, consulte um contador.
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